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Gostaríamos de agradecer à alejandro88 criador da skin que foi editada para este RPG. Toda a trama, gráficos do fórum e sistemas tem direitos autorais dados aos administradores que trabalharam para construir tudo isso que é o Rises Of The Darkness hoje, cópias não serão aceitas e denunciadas, caso queiram saber como fizemos algum código ou onde pegamos nos pergunte não roube-os.

Botões por Valhalla Is Our Kigndom, não são permitidos cópias ou tirar seus créditos para uso próprio, por favor respeite as regras.

Parte de nosso contéudo foi criado pela equipe do Hogwarts Is Alive e concedido para uso deste RPG, da mesma forma, caso ocorra de roubos ou uso deste contéudo em outros RPG poderemos denunciar, plágio é crime, crie seu próprio contéudo.

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Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 3.0 Não Adaptada
Outubro
Max 20º Min 13º
Verão é uma das quatro estações do ano. Neste período, as temperaturas permanecem elevadas e os dias são mais longos do que os dias de outras estações. É uma época de muitas chuvas por causa do Sol.

Hall de Entrada

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Hall de Entrada

Mensagem por The Author em Ter Jul 07, 2015 12:09 am

Hall de Entrada
Esse banco é administrado pelos duendes e seus cofres se localizam centenas de quilômetros sob o solo. Inclusive existe uma lenda (ou verdade) que os guardiões dos cofres de segurança subterrâneos são dragões.
Ao se aproximar do prédio você encontra portas de bronze muito polidas, onde um duende fica de guarda, usando um uniforme vermelho e dourado. Após essa porta há um hall de entrada com mais dois duendes de guarda e portas de prata onde a seguinte poesia está gravada:

Entrem, estranhos, mas prestem atenção
Ao que espera o pecado da ambição,
Porque os que tiram o que não ganharam
Terão é que pagar muito caro,
Assim, se procuram sob o nosso chão
Um tesouro que nunca enterraram,
Ladrão, você foi avisado, cuidado,
Pois vai encontrar mais do que procurou.

Atravessando essas portas você desemboca num grande saguão de mármore. Lá, existem mais de cem duendes sentados em bancos altos atrás de um longo balcão, escrevendo em grandes livros-caixas, pesando moedas em balanças de latão, examinando pedras preciosas com óculos de joalheiro. Em Gringotts é possível fazer câmbio, trocar dinheiro de muggles por dinheiro de bruxos.
Nesse saguão há um grande número de portas, todas guardadas por duendes, que acompanham as pessoas que entram ou saem. Ultrapassando essas portas, nada mais de mármore, e sim passagens estreitas de pedras, na descendente, iluminadas por archotes, que levam aos cofres no subsolo. Um duende serve de guia nesse labirinto, pilotando um vagonete que ele chama com um assobio. Na verdade parece que o vagonete anda sozinho e em alta velocidade.
Os cofres, que são mais de setecentos, podem ser abertos de várias maneiras. Os comuns usam uma chave pequena. Os de alta segurança possuem encantamentos nas portas e não têm fechaduras.

OBS: Essa área é exclusivamente para posts de alunos.
OBS: Todo ano os alunos tem direito a 800 galeões que serão usados para compra de materiais.
OBS: Alunos que quiserem receber este valor, basta criar uma situação chegando no banco, e assim solicitando a quantia. (Minimo 10 linhas)

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Re: Hall de Entrada

Mensagem por Balthazar Wontt Nietchsk em Qua Out 21, 2015 3:33 am


Balthazar
So it's gonna be forever?

A cozinha estava movimentada naquela manhã, meu pai provavelmente tinha negócios para fazer no centro da cidade e minha madrasta iria trabalhar logo em seguida que ele saísse. Meu coração estava extremamente acelerado, não tinha certeza se eu queria ir naquele dia ao beco diagonal. Certo, eu sou apenas uma criança e provavelmente ficarei perdido naquele ambiente. Eu queria tanto que meu velho me desse mais atenção, seria tão mais fácil de resolver meus problemas, desde que mamãe se foi eu sou um sozinho nessa casa. Bati meu pé no chão encarando o senhor Nietchsk, apenas escutando o que ele tinha a me dizer. - Eu já disse filhote, vai ter que ir sozinho. Estou muito ocupado para te ajudar. - Falou ajeitando a gravata e me deixando de lado, como ele sempre fazia. Abaixei a cabeça entristecido e caminhei para fora do quarto na esperança que ele me notasse, pelo menos uma vez na vida. - Filho, não esquece de passar no banco Gringotes, deve sacar alguns galeões para comprar o necessário. - Pronunciou se aproximando de mim, olhando em meu rosto depois de aplicar um beijo leve na testa. - Tudo bem papai, não vou me esquecer. - Falei indo pegar minha mochila para por nas costas e esperar que fosse levado ao meu destino ou pelo menos para perto dele.

. . .

- Tchau pai. - Falei saindo do carro depois de dar um beijo em sua bochecha.

Caminhei por um longo trajeto até encontrar o famoso banco Gringotes, pisquei várias vezes coçando os olhos por estar cansado de tanto caminhar e por ter acordado tão cedo naquele dia. Bocejei analisando o hall de entrada, haviam várias pessoas entrando e saindo o tempo todo daquele lugar. Pisei firme no chão e fui chegando cada vez mais perto, na esperança que não demorasse muito. Meus olhos se arregalaram ao perceber o tanto de coisinhas pequenas espalhadas pelo chão, vulgo duendes. - Por que papai não citou sobre esses homenzinhos. - Pronunciei baixinho enquanto arriscava dar alguns passos lerdos. Meu corpo tremia a cada segundo que ia passando, não tinha certeza se era certo se aproximar daquelas pessoas. Uma enorme porta me levava até um saguão esquisito, onde uma fila era formada pelas pessoas que queriam os serviços do banco. Mordisquei meu lábio inferior olhando para todo lado, curioso e com medo das criaturas ao meu redor, por mais que houvessem vários humanos normais na minha frente, ainda sim tinha medo de ser xingado por algum dos duendes.

Quando finalmente minha vez chegou peguei uma senha com o duende velho que estava atendendo as pessoas que acabaram de chegar. - Entre na segunda porta a direita garoto. - Disse ranzinza enquanto assinalava algumas coisas nos papeis e apontava a direção que eu deveria seguir. Sem questionar ou agradecer, apenas resolvi seguir o caminho proposto. Meu coração batia forte o suficiente para os outros perceberem que eu estava com um pouco de receio de estar ali. - Mamãe, por que você não esta comigo? - Falei sozinho olhando para cima até chegar na porta que me levava ao destino proposto pelo duende atendente.

- Eu preciso de oitocentos galeões senhor. - Comuniquei meio tímido para o homenzinho que me atendia, ele estava sério indicando o caminho estreito que eu devia seguir. - Espere aqui. - Ordenou sério o duende, entrando numa sala trancada pegando o dinheiro que eu havia pedido. Quando voltou eu estava deslisando um de meus dedos pela parede em que estava encostado. - Tire esse dedo sujo daí garoto, pegue isso e vá embora. - Falou de forma grossa entregando um saco com galeões e apontando para onde era a saída.

Abaixei a cabeça meio triste, mas obedeci antes que pudesse ser xingado novamente. - Viu mamãe, por isso eu não queria vir sozinho. - Falei comigo mesmo, acreditando que a mulher me escutasse.  

Saí do local assim que tive a oportunidade.

made by secret from tpo


Última edição por Balthazar Wontt Nietchsk em Qua Out 28, 2015 2:04 am, editado 3 vez(es)
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Re: Hall de Entrada

Mensagem por Lauren Van Houguen em Qui Out 22, 2015 1:34 am

Like a Cat
Morgana caminhou lentamente até a cozinha de sua casa, permanecendo em silêncio ao escutar os insultos de seus pais. — Imagine se essa garota cai na Lufa-Lufa? Além de inútil, será lufana. — Gritou sua irmã mais velha, pensando que Lauren ligava para aquilo que dizia. Apenas andou pela cozinha por alguns minutos, suspirando ao perceber que ninguém notará e nem notaria sua presença.

A loira pegou seu casaco, abriu a porta e caminhou para fora da casa sem dizer uma palavra para seus pais, já estava acostumada em se virar com tudo. Esboçou um sorriso travesso e caminhou até a casa de seu vizinho, tocando a campainha e saindo correndo em seguida, o caminho até o Beco Diagonal era longe e a garota não estava preparada para a caminhada.

...

Bocejou ao finalmente entrar no Beco Diagonal. Nada ali a impressionava mais, já conhecia a maioria das pessoas que habitavam o lugar, devido as manhãs que fugia de casa para não ter mais que escutar as reclamações de sua família.

Era a hora de enfrentar os verdadeiros problemas: a falta de dinheiro e a lista de materiais que carregava. Abriu sua bolsa amarela, retirando de lá seu celular e a lista. — Droga! Vou ter que começar a vender abacaxis e maçãs, não tá dando mais para viver com o dinheiro do banco. — Murmurou, já correndo para o banco Gringotes.

Entrou cantarolando alegremente, sorrindo e cumprimentando aqueles que a olhavam. Seguiu para a fila mais vazia, esperando sua vez enquanto olhava para baixo, observando os duendes. — Senhora, senhora? — O atendente resmungou, tentando chamar atenção da lufana. — Oh, gostaria de 800 galeões, e não, não me canso de sorrir.


ROUPAS: clica. this post have 276 words for TAGS and it happens Gringotes at manhã de uma quinta-feira de zezembro (c)
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Re: Hall de Entrada

Mensagem por Park Tae Gwang em Sab Out 24, 2015 1:01 am





더 나은 내 돈을 가지고


누가 당신의 주소를 알고있는 것은 불굴의 마음에 의해 거주 그리핀도르 하우스입니다. 대담하고 신경과 귀족은 다른 그리핀도르 학생들을 강조
Era manhã e Taegwang estava tão sonolento como em todas as outras. Estava dormindo quando a encarregada de cuidar do rapaz forçou o despertar com incontáveis batidas na porta do quarto. Se remexeu na cama e somente quando as batidas cessaram foi que reuniu forças para sentar. Os pelos dos pés se eriçaram ao se encontrar com o frio do piso liso. Saltou da cama em direção ao banheiro do outro lado do quarto grande e espaçoso.

O aroma de pasta de dente inundou as narinas do garoto ao adentrar no vão úmido e abafado. Escovou os dentes e tomou um banho rápido após alguns gritos da mulher no andar de baixo, que continuava a chamar o nome do rapaz para que se apressasse. Após vestir-se correu até a cozinha, sendo puxado pela mulher antes de conseguir comer qualquer coisa que fosse.

***


O beco diagonal estava lotado como de costume, a mulher caminhava rapidamente entre as pessoas enquanto segurava forte o pulso de Taegwang, coisa que o garoto não gostava nem um pouco. Pararam de frente a um edifício que separava o beco em dois. No exterior era branco e com alguns pilares tortos e sujos devido o tempo de sua construção.

Adentrou no edifício com uma postura formal e elegante como tinha sido repassado pela encarregada do garoto. O local era grande e arrumado, um corredor se estendia pela frente e a mármore das paredes e piso chamavam a atenção. A mobília com traços dourados brilhavam a cada piscada. Caminhou por um longo corredor, onde se assustou ao ver criaturinhas tão pequenas quanto ele sentadas em bancos altos. Suas expressões eram feias e de puro estresse, seriam ameaçadores se não fossem tão baixinhos. Já tinha sido alertado dos duendes antes de entrar no edifício sozinho.

Parou diante um pequenino no final do corredor, onde esperou alguns segundos até que o mesmo percebesse o garoto imóvel ali. Exibiu um sorriso ingênuo para o duende, que respondeu com um xingamento que o garoto não conseguiu ouvir. - Park Tae Gwang, doze anos! - Fez como lhe foi informado, agora só restava esperar as instruções do duende.

Segui o duende quando foi mandado. Os corredores que caminhavam agora eram estranhos, levavam a mais corredores escuros e portas grandes, a maioria sem fechadura alguma. Após caminharem por um certo tempo o duende parou diante de uma porta bem desenhada e antiga. Passou o dedo pela porta, que segundos depois se abriu revelando uma montanha de ouro e outros artefatos valiosos.

O rapaz estava surpreso, entrou no cofre animado e retirou a quantia necessária para as necessidades de um garoto de doze anos. Ao saírem do cofre o duende andava na frente impaciente, buffando e murmurando palavras de ofensa contra o garoto que teria tirado seu tempo.

Obs:
Não citado post, mas a quantia retirada foi de 800 Galeões.
(c)


Última edição por Park Tae Gwang em Sab Out 24, 2015 1:47 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Hall de Entrada

Mensagem por Sean Chang Ockeary em Sab Out 24, 2015 4:33 am


opulence

O ruído do bastonete contra o pavimento da fachada do edifício era o único som familiar aos ouvidos de Sean. Inexperiente, aquele se mostrava seu primeiro contato com o mundo bruxo o qual descobriu recentemente fazer parte; óbvio, a muito custo, pois como um homenzinho já formado, dificilmente acreditou sobre os boatos de que seria o primeiro magista na família. Por outro lado, era a algo a se contar, afinal, não era todo dia que um garotinho de onze anos recebia um passe de ingresso para uma academia de grande renome como Hogwarts, uma escola para bruxos. Suspirou, ajeitando os óculos escuros que emoldurava o rostinho angelical.

Com o auxílio da mãe, que aflita, olhava para todos os lados a fim de ter certeza de que o que via no beco maltrapilho era real - desde as inúmeras pilhas de livros que flutuavam defronte a uma lojinha de aspecto sujo na esquina, a enormes gaiolas onde corujas de variadas cores e espécies repousavam em seu interior - subiu os degraus que davam acesso ao Gringots, o banco dos bruxos.

Enquanto a mão esquerda munia a bengala que lhe servia de acessório para verificar sempre a tangente, evitando obstáculos, a mão direita atarracava as vestimentas da mãe, que lhe servia de guia. Confessou que os ares era tão estranho para ele quanto supostamente seria para a matriarca, que assim que visualizou silhuetas pequenas e bizarras, arregalou os olhos, liberando um gritinho de excitação.

— Mãe?! — Chamou pela matriarca, apertando firme o bastonete negro que empunhava na canhota. — Algum problema? — Por um momento, perguntou-se o que poderia ter assustado sua mãe, acabando por ficar ainda mais ansioso por uma resposta. Como era cego, neste ponto, necessitava da ajuda de terceiros para que pudesse também vislumbrar uma cena à sua maneira.

— N-nada, querido! Vamos. — Receosa, tornou a impelir o garoto a prosseguir com a caminhada pelo corredor que interligava o hall do banco ao âmbito onde os duendes exerciam seus ofícios. Sean sentiu uma breve sensação de tensão no ar, mas decidiu não exigir uma resposta concreta - ainda podia visualizar breves nuances e vultos pelo pouco de visão, mesmo que precária, que ainda possuía.

O jovem asiático estabilizou-se defronte ao que parecia ser uma escrivaninha - conferiu com os dedos, tateando a frente freneticamente, assentindo a cada detalhe talhado na madeira oca do móvel. Pressentiu um resfolegar, não muito distante, seguido de um pigarreio - este, por sua vez, advindo da mãe, tomando o som como o engate para que se manifestasse, como fora instruído pelo ministerial que dias antes lhes informou toda a cerimônia de preparação para o início dos estudos mágicos - aquela, era o saque do capital que serviria para a compra dos materiais escolares, onde Chang descobriu que até mesmo os bruxos possuíam seu próprio dinheiro.

— Bom dia! Sou o Sean, Sean Chang Ockeary, e gostaria de fazer uma retirada de oitocentos galeões do meu cofre. — Munido com toda a educação que detinha, pediu em tom baixo, elevando na palma da mão uma pequena chave dourada que reluzia à luz baça do ambiente. O garoto sentiu algo peludo circundar seu pulso e de muito bom grado, arrancar o objeto dos seus dedos. A mãe retesou, incrédula.

Esperou pelo que parecia horas, até que outro zumbido fora captado. "Aqui está!", exclamou alguém numa voz rouca e áspera. Sean estendeu a mão outra vez, recebendo não só a chave que dispusera antes ao inquilino, mas também um saquinho que transparecia ser bem pesadinho. Sacolejou próximo a orelha, ouvindo o tilintar das moedas em seu interior. Sorriu, entregando-o a sua mãe.

Bastante agradecido, refez os próprios passos, deixando o banco a passadas mais rápidas do que o comum. Sean preferiu não indagar outra vez o motivo de que a mãe estaria agindo de maneira tão estranha, pois em mente, coisas mais importantes o atraiam; como iniciar as compras.


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Re: Hall de Entrada

Mensagem por Mary Aurora Chassagnac em Ter Out 27, 2015 12:28 am

Dear Diary
Can i tell to you my secrets?

Minhas mãos tocaram minha bochecha com um estranho fascínio. Ainda podia senti-la latejar e o sangue fixar-se naquela parte em especifica. Não pude deixar de reparar, que ela gradativamente se enrubescia, um escarlate delineado em forma de três dedos. O bravejar da Madame Fielding ainda soava em meus ouvidos. Sua peste! Não já lhe disse que é feio roubar?, disse ela após vociferar hediondos ultrajes numa língua que deveria ser alemã, com um semblante em demasia pavoroso à apenas uma garota franzina e inocente como eu ― Certo, certo, talvez eu seja hiperbólica ao acrescentar o “inocente”, mas ainda sim, tinha meus resquícios ingênuos da infantilidade ―. No momento, apenas limitei-me num leve assentir com a cabeça. Não ousaria erguer minha voz a ela, não após anos tendo consciência de sua fervorosa força, e principalmente, após ter sido estapeada.
Era provável que não deveria agir de forma tão inescrupulosa, mas os bons deuses poderiam confirmar que uma órfã necessitava de dinheiro para sua própria sobrevivência. Ou ao menos, para ter a chance de usufruir de uma pequena quantidade de futilidades. Sabe, de certo modo, eu não consideraria roubo. Notoriamente não. É uma palavra muito grotesca, não concorda? Eu diria que seria mais semelhante a encontrar um pertence nos bolsos das calças alheias. Achado não é roubado, fora o que uma vez me disseram.
Talvez eu tivesse levado muito a sério o ditado.
Meus lábios crisparam-se numa linha medonha enquanto meus olhos seguiam a moldura de meu rosto no espelho quebrado. Eu tinha sublimes olhos azuis. A cor poderia ser um celeste cintilante, ou uma tonalidade que assemelhava-se ao límpido oceano, nunca soube ao certo. Entretanto, minha mente apenas restringia-se a pensar se aquela característica havia sido herdada por parte da minha mãe. Todas as noites, tentava me convencer que a sua melhor escolha fora entregar-me ao orfanato, por não ter condições o suficiente para cuidar de uma criança, mas ainda sim, havia aquele pensamento conspiratório de que eu era uma terrível aberração, o único motivo pelo qual a minha progenitora não me quis.
Fechei os olhos por um segundo e clamei por paz interna. O som de um estalido fez-se perceptível no recinto que era o dormitório feminino do orfanato. Sobressaltei para dentro da cama, à debaixo do beliche. Senti algo mover-se rápido no meu peito. Oh, não, era meu coração. Eminentemente, iria morrer de um ataque cardíaco. Ou seria outra coisa? Seria um verme percorrendo aquela região? Não li muito a respeito sobre vermes no livro que peguei “emprestado” de um homem na rua, mas o pouco que li fora o suficiente para me deixar minimamente apavorada com a breve ideia.
Uma criaturinha de aparência cinzenta e fantasmagórica aproximou-se. Tinha orelhas grandes e pontiagudas, assim como um imenso nariz. Era pequeno, talvez tivesse um metro de altura ou menos, não saberia dizer ao certo. Nunca tive excelente senso de dimensão... Nem de outras coisas, mas não era sobre isso que deveria estar falando e sim sobre a criatura engraçada.
― Ain, não! ― Resmunguei, encolhendo-me na cama enquanto observava a criaturinha se aproximar. ― Você é o demônio que pega as almas das crianças que roubam? A Madame Fielding disse que viria. Não, não, não se aproxime! Fique aí! Isso! Bem aí! ― A criatura me observava de um jeito estranho, quase como se me contemplasse. ― Não posso deixar você roubar minha alma, entende? Eu ainda tenho muito o que viver e ainda pretendo morrer de tanto comer guloseimas, apesar do meu médico me proibir devido a um probleminha... Como ele chamou mesmo? Ah, era alguma coisa que me deixa agitada e não me faz prestar atenção nas coisas e...
Meus olhos azuis cintilaram por um breve momento ao notar o quanto a criaturinha havia se aproximado.
― Não! Sai! Sai de perto! ― Praguejei. ― Não vai tirar minha alma!
― Tem os olhos da sua mãe, Senhora Mary Chassagnac. ― Sua voz era ligeiramente esganiçada. ― Ah, sim, a senhora de Taire tinha esses mesmos olhos azuis.
Pisquei inúmeras vezes, meus lábios abriram-se num O.
― Como? ― Nem sequer havia notado que segurava o abajur e apontava para a pobre criatura. Logo, tornei a abaixá-la. ― Conhece minha mãe?
A criaturinha assentiu com a cabeça numa voraz força. Temi que tal membro voasse.
― Sim, conhecia, mas não foi para isso que vim. ― Seus olhos grandes deixaram-me com um sentimento estranho. ― Logo a carta de Hogwarts vai chegar, Taire também soube que um professor está vindo para falar com a diretora do orfanato, para que a senhora Mary vá a Hogwarts. Taire sabe que a senhora Mary gostará de Hogwarts. Taire acha Hogwarts um lugar muito bom para a senhora Mary.
Ele assentia com a cabeça a medida que avançava em sua fala, mas nenhuma daquelas palavras foram captadas pela minha audição. Ainda estava estupefata.
― Você conhece a minha mãe? ―Repeti, mordiscando o canto do lábio.
― Sim. Taire conhece. ― Respondeu a criaturinha e eu permiti que se aproximasse. ― Mas a mãe da senhora Mary fez Taire prometer que não contaria nada sobre ela a senhora Mary. ― Ele soava ligeiramente repetitivo, pude notar. ― Taire veio para entregar uma carta e advertir a senhora Mary a não procurar saber nada sobre sua origem após lê-la. É muito perigoso. Taire só vai entregar a carta quando a senhora prometer.
Havia uma ingenuidade em seus olhos que quase ― bem, quase ― me fez desejar não mentir, mas era notório que a criatura engraçada só iria me entregar a carta, caso eu prometesse. Eu tinha de fazê-lo, pelo bem maior. Ou no caso, seria o meu bem?
[color:7398=#yryry]― Eu prometo. ― Minha voz se dissipara num sussurro.
A criaturinha se aproximou e entregou-me o envelope. Nossos dedos roçaram por um segundo e eu o observei com os olhos atentos.
― Taire tem que ir. ― Ele regressou a dizer. ― Taire deseja boa sorte a senhora Mary.
Num estalido, ele se fora, deixando-me sozinha com a carta na mão. Por um segundo, temi abri-la, e, principalmente, temi que seu conteúdo não me agradasse. Entretanto, a curiosidade fora tão avassaladora que meus dedos movimentaram-se quase que involuntariamente e, logo, meus olhos engoliam as letras que compunham aquele texto num pergaminho velho e estranho, escrito a tinta numa caligrafia invejável a qualquer um.
”Carta da Mãe”:
Olá, meu bebê. Se está lendo isto, é porque meu plano teve sucesso e consegui salvá-la de um fim terrível. Por favor, não cultive ira por mim, não tive escolha se não lhe entregar ao lar adotivo, para garantir sua própria sobrevivência. Fui obrigada a negar-me o prazer de lhe ter em meus braços, de lhe pôr para dormir, de ver seus pequenos passos e a criatura grandiosa que provavelmente irá se tornar. Não me surpreenderia com isto. Não sendo o bebê do homem incrível que seu pai é. Ah, sim, também me sinto mal por ele. Não pude conta-lo sobre você, também não me permitiram isso. Sabe, ele sempre quis ter uma filha e chama-la de Mary, espero que você seja uma menina, mas caso contrário, saiba que amo-lhe do mesmo modo.
Mas não é exatamente sobre isso que quero falar. Eu apenas queria deixar claro que lhe amo, meu pequeno bebê, lhe amo tanto que sinto meu coração doer apenas com a perspectiva em deixar-te. Lhe amo tanto, que passo a noite em claro, sentindo o seu mover-se em minha barriga. Minha irmã diz que você será agitado (a) por isso. Eu acho que será um guerreiro (a). Uma pessoa que lhe foi negado uma família, mas que ainda sim conseguirá vencer todos os obstáculos.
É o meu orgulho e a singela ideia de que terá uma vida já considero motivo o suficiente de paz.

Amavelmente, sua mãe

Meu dedo roçou na palavra mãe. Minhas bochechas, outrora doloridas, encontravam-se molhadas e gélidas pelas lágrimas que fugiram de meus olhos. Estremeci e abracei minhas pernas. Eu tinha uma mãe que me amava ― que entregou-me porque me amava! ―, todos os seus atos foram realizados pela afeição que sempre sonhei em vivenciar. Também tinha um pai, que não sabia da minha existência, mas que, caso viesse a saber, me amaria de modo incondicional. Um sorriso bobo se delineava em meus lábios assim que a esperança resolveu me visitar.
Outro som fez-se perceptível. Dessa vez, esperei que a criaturinha engraçada ressurgisse, mas só o que pude notar fora uma coruja perto da janela. Estreitei meus olhos e me aproximei languidamente, em passos cautelosos, meus pés nus movendo-se sobre o piso de madeira polido. Meneei a cabeça e expressei certa curiosidade ao observar a magnificência de tal animal. O estranho fora que tive quase certeza que ele pareceu retribuir o olhar. Eu ri. Provavelmente estava a adentrar a loucura.
Pus minhas mãos na janela e a abri, as asas da coruja ― tão alvas quanto as nuvens ― bateram e ele lançou-se a voo. Inclinei-me no parapeito para fita-lo com plenitude. Coisas muito estranhas estavam ocorrendo e eu não... Senti algo debaixo de minhas mãos. Era uma carta. Um pergaminho ligeiramente pesado.
A coruja que havia deixado a carta? Neguei com a cabeça, como se fosse alguém além de mim que houvesse proferido tal pergunta.
Crispei os lábios e li em voz alta:
― Sra. M. Chassagnac. Terceiro beliche do dormitório. Orfanato Sinclair. Londres.
Toquei na parte enrugada do pergaminho onde estava escrita tais palavras. Taire advertiu que uma carta chegaria, e, naquele exato momento eu soube, que estava a segurar o meu passaporte para fora daquele lugar.

[...]

Duendes eram repugnantes, pude notar. Seus semblantes denotavam arrogância e seus queixos erguidos demonstravam uma superioridade inexistente. Por acaso eles tinham espelhos? Decidi que não seria sábio perguntar. Não. Decididamente não. Saltitei em direção a uma daquelas criaturinhas estranhas ― Eles não eram tão lindos quanto o elfo doméstico que me visitou, até hoje espero outra visita de Taire ― e oprimi uma risada com a sensação engraçada que o chão escorregadio gerava em mim.
Um dos duendes ergueu seus olhos em minha direção assim que me aproximei. Ele parecia me avaliar. Ou simplesmente tentava deixar visível o seu desagrado pelos bruxos. Tentei retribuir a expressão, no entanto, sabia perfeitamente que estava falhando em minha tentativa. Meu rosto era fofo demais para conseguir atingir tal objetivo. Mas ainda sim, me mantive firme.
― Quero oitocentos galeões. ― Murmurei, adquirindo um invejável autoritarismo.
O duende exalou irritação. Ele moveu-se em seus pés minúsculos e eu quis rir. Não por maldade, apenas por excitação ao ver o mundo que fazia parte. Eu era uma bruxa e esperava encarecidamente que fosse uma das melhores. Fora uma das poucas noticias boas que tivera em toda a minha vida ― Além da carta da minha mãe, claro ― e a nostalgia me envolvia intensamente.

[OFF: Mary Aurora Chassagnac não está mais aqui]

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Re: Hall de Entrada

Mensagem por Barnabás Wiliamson Black em Dom Nov 01, 2015 8:17 pm





Drink me Tonight.
YOU WERE TALKING DEEP LIKE IT WAS MAD LOVE TO YOU, SALLY

É uma dança, uma dança nunca ninguém de ensiná-lo. Uma dança que se conhece desde que ele viu pela primeira vez meu reflexo nos olhos do meu pai.

Atravessando os imensos portões do Gringotes, Barnabás sentiu-se intimidade pela tamanha grandeza do local, havia belos lustres decorativos e colunas incríveis, os únicos artifícios que não demonstravam beleza eram os duendes rabugentos que atendiam com desgosto os alunos. O chão de mármore branco refletia a encantadora beleza dos lustres de cristais que estavam pendurados sobre a cabeça do rapaz.
Hesitante ele se aproximou de um duende, o mesmo olho o garoto de cabeça aos pés, como se estivesse realmente o analisando por um breve momento, isto o fez sentir-se como um criminoso entrando em Azkaban. – Olá, boa tarde... – Nenhuma reação veio da criatura, além da mesma levantar suas sobrancelhas para analisar o garoto esperando o desejo dele. – Vir fazer uma retirada de 800 galeões... – Antes de ter sua frase terminada o garoto foi dispensado, recebendo do duende um enorme saco de couro onde possuía uma quantidade de oitocentos galeões, o fazendo sair do prédio para procurar sua mãe.

Retirada:
+ G$ 800,00
- G$ 000,00

Total: + G$ 800,00

[OFF - Barnabás Williamson Black se retirou deste local]


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Re: Hall de Entrada

Mensagem por Sebastian Cowden Darrell em Sex Nov 06, 2015 5:00 am

#getting money

Eu estava sozinho, quem deveria estar comigo não podia, não naquele momento. Mas não me incomodava, passei anos sozinho, alguns minutos não fariam muita diferença. Ele me deixou na porta do gringotes e a primeira coisa que percebi - além do monstruoso fluxo de pessoas - foi a enorme porta feita de um material que eu assemelhava a bronze, mas diferente dos outros objetos que eu já vi do mesmo material, esta tinha um polimento especial. Dois duendes olhavam para mim fixamente e sem disfarçar, suas expressões duras me deixavam inconfortável, parecia que aqueles olhos me seguiriam para todo lado. Eles abriram as grandes portas e eu adentrei no local, me surpreendendo com outra porta - desta vez de prata - e mais dois duendes guardas que prontamente abriram a mesma, me guiando para o Hall.

O interior era impressionante, de tal forma que o lado de fora não se comparava com dentro, como se fosse dois lugares totalmente diferentes. O fluxo de pessoas estava menor que lá fora, o ambiente também era exageradamente silencioso, tirando o som das penas riscando e das moedas sendo manipuladas. No final daquele corredor de balcões estava um maior, como um palanque ou algo do tipo, lá tinha um duende que movia sua pena incessantemente. Caminhei lentamente e enquanto eu fazia isso podia me sentir observado pelos outros seres ali, alguns me encaravam de forma descarada, outros disfarçadamente. Será que eles sabiam algo de mim? Mordi o lado interno da bochecha em nervosismo, mas não o expressava em minha face, que permaneceu serena enquanto ia até meu destino.

— Sebastian Cowden Darrell, eu vim retirar 800 galeões do cofre da família — esta era a frase que tanto trenei. Durante semanas foram treinos de tom de voz e expressão facial para que saísse de forma perfeita, mas aqueles olhos julgadores me incomodavam de forma excruciante. A herança de minha família não era pouca, pelo contrário, o tesouro que meus pais juntaram durante os anos estavam espalhados pelo mundo - tanto bruxo quanto trouxa. A pena do ser parou assim como sua respiração. Ele olhou para mim, como se me fuzilasse, procurando por algo especial. Segundos depois ele largou a pena, descendo da estrutura onde ele estava e pedindo para que eu o seguisse.

Depois de algumas portas e corredores apertados, todo o luxo da sala anterior foi substituído em questão de segundos por um ambiente cavernoso com pedra e rocha para todo lado. Um assobio ecoou, o duende foi o responsável, então segundos depois um vagonete surgiu. Ambos subimos, eu depois dele, e nos posicionamos — Segure firme — ele aconselhou. Antes que eu pudesse fazer o que deveria, o veículo começou a se movimentar em alta velocidade num arranque, me fazendo cambalear antes de agarrar em algo com força.

Para minha sorte, a viagem foi rápida. Descemos em terra firme e logo o vagonete foi embora, como se precisasse estar em outro lugar. O outro tirou um alfinete do bolso e me entregou sem me explicar o propósito. Ele se aproximou da grande parede de pedra e encostou sua mão e magicamente ela se desfez, revelando outra porta. Parecia ser um metal polido, mas eu não conseguia identificar. Nela estava esculpido vários desenhos que pareciam aleatórios, mas que conseguiam se mesclar numa paisagem. Também tinha a figura de um homem e de uma harpia, não lutando, mas como se estivessem... amando. O duende veio até mim chamar minha atenção, eu tinha me deixado levar pelos desenhos da porta

— Fure o dedo, menino, essa porta só abre com sangue de sua família. Se estiver sendo verdadeiro sobre sua linhagem, essa porta abrirá para seu sangue — ele enfim explicou o objetivo daquele alfinete. Eu estava relutante, mas precisava do dinheiro e era o único jeito de conseguir naquela hora. Empurrei a ponta afiada contra minha carne, a pele frágil cedeu, me fazendo largar o alfinete no chão ao ver o sangue começar a sair. Olhei para o outro, ele me mostrou com as mãos como se falasse "encoste o dedo", e assim o fiz. As ranhuras se movimentaram, a harpia virou uma mulher e abraçou o homem e por fim a barreira se desfez, revelando o tesouro abundante que se escondia por trás daquelas barreiras. O que me acompanhava arregalou os olhos, mas não hesitou em fazer o seu trabalho apesar de estar claramente surpreso, era como se ele não esperasse a barreira cair.

Ele voltou com um saco de pano nas mãos cheios de moedas e me entregou, assim que ele pisou para fora do cofre as barreiras ergueram novamente — Aqui está, garoto, 800 galeões para suas compras, agora é hora de voltar. Venha — ele assobiou novamente, o que trouxe o vagonete de volta. Ambos subimos, mas dessa vez eu me segurei de forma apropriada. Em pouco tempo estávamos de volta para o ambiente coberto de mármore, rapidamente me dirigi até a saída. Em poucos minutos eu já tinha me surpreendido como nunca. Que segredos minha família guardava de mim? Saí do local com essas dúvidas, queria eu sanar elas imediatamente, mas tinha que fazer minhas compras.
obs:
Sebastian saiu do lugar, ou seja, não se encontra mais ali. Post atemporal.
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Sebastian Cowden DarrellCasa de Ravenclaw

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